Capacetes pro tork reprovados pela Proteste

Capacetes pro tork e outros modelos reprovados no teste de impacto

Capacetes vendidos no Brasil foram testados pela Proteste e 3 modelos reprovaram. Capacetes modelo FF358, 810 e Liberty 4 das marcas LS2, Zeus e Pro Tork não passaram na prova de absorção de impacto.

O uso do capacete é item de segurança obrigatório no Brasil

[1] Segundo resolução do Contran – Conselho Nacional de Trânsito, para transitar em via pública, o capacete motociclístico é item de segurança obrigatório para o condutor e passageiro de motocicletas e similares. Além disso, a Resolução 453, de 26 de setembro de 2013, disciplina que o capacete deve estar certificado pelo Inmetro, Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial.

No artigo 2º, profere que fica a critério das autoridades de trânsito e agentes observar se o capacete possui certificado do Inmetro, está devidamente afixado à cabeça (incluindo uso correto da cinta jugular), conta com dispositivo retrorrefletivo de segurança nas partes laterais e traseira (para modelos de fabricação posterior a 2007), possui selo ou logomarca do Inmetro (para modelos de fabricação posterior a 2007) e a adequação para uso.

No artigo 3º, disciplina ainda que na ausência de viseira, o condutor e passageiro deverão usar óculos de proteção, em boas condições de uso. Entretanto, o Conselho não reconhece óculos de sol ou de correção visual como óculos de proteção, e sim aqueles que permitem o uso simultâneo destes últimos. O Conselho também proíbe o uso de óculos de segurança do trabalho (EPI) em substituição ao óculos de proteção.

A viseira ou óculos de proteção poderão estar levantados, caso o veículo esteja imobilizado e imediatamente posto de modo a cobrir os olhos antes de iniciar movimento. Inclui também que para capacetes modulares, a queixeira deverá estar totalmente abaixada e travada. Proíbe o uso de película na viseira do capacete ou óculos de proteção e para período noturno obriga o uso de viseira transparente (cristal).

O descumprimentos as normas contidas na resolução, implica em sanções previstas no CTB – Código de Trânsito Brasileiro.

Segundo Proteste, teste nacional é inferior aos testes realizados em continente europeu

Apesar de diversos critérios para evitar multas por uso incorreto do capacete, conforme tratado nos itens anteriores, e revisão da Norma de fabricação, em 2015, segundo a Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, os testes realizados pelo Inmetro ainda são muito inferiores aos realizados em países europeus.

Capacetes Shark S700 aprovado Proteste
Capacete Shark S700 aprovado Proteste

[2] Dos 9 modelos fechados com selo do Inmetro que a Associação testou, apenas 3 foram recomendados. Modelos bem visados como LS2 FF358, Zeus 810 e Pro Tork Liberty 4 reprovaram na prova de absorção de impacto considerando padrões europeus.

Capacete Bieffe B40 aprovado pela Proteste
Capacete Bieffe B40 aprovado pela Proteste

De acordo com a avaliação, os modelos Shark S700 e MT Blade foram os melhores capacetes nos testes realizados em seguindo critérios europeus. Além deles, o Bieffe B40, também aprovado, foi mais recomendado por custar quase R$ 500 reais mais barato que o Shark S700, o melhor do teste.

Capacetes MT Blade aprovado pela Proteste
Capacete MT Blade aprovado pela Proteste

O Especialista em Segurança Veicular da Proteste proferiu que na avaliação foi testado: viseira, descalçamento, cinta jugular e absorção de impacto. Os resultados do testes foram enviados ao Inmetro, pedindo mais rigor nos testes de aprovação.

Como escolher o melhor capacete

Foi sugerido que para a escolha mais segura do capacete é verificar se o mesmo conta com o selo do Inmetro, fica justo no pescoço e testa, com folga nas laterais inferior a meio centímetro, e se a visão periférica é ampla.

As medidas do capacete tamanho 56, 57, 58, 59, 60 etc. referem ao maior diâmetro da cabeça do usuário. Para descobrir o tamanho mais correto basta usar uma fita métrica. O mais importante é que o mesmo não saia da cabeça em caso de acidente, questão que também fica a critério de fiscalização dos agentes de trânsito, conforme Resolução 453 do Contran citada acima.

Modelos aprovados: Shark S700; MT Blade; Bieffe B40; Norisk FF391; Peels Spike; Helt Race Explore. Modelos Reprovados: LS2 FF358; Pro Tork Liberty 4 e Zeus 810.

Imagem / fotos de capacetes / marcas aprovadas

[1]Contran – Conselho Nacional de Trânsito.  Órgão máximo normativo, consultivo e coordenador da política nacional de trânsito [201-]. Disponível em: <https://www.detran.pr.gov.br/>.

[2]Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Entidade civil sem fins lucrativos com objetivo de Defesa do Consumidor [201-]. Disponível em: <https://www.proteste.org.br/>

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2 comentarios em “Capacetes pro tork reprovados pela Proteste

  1. Poderiam ter feito o teste com um capacete san marino da vida que eu acho que é o que mais tem caindo aos pedaços por aí, para ver o que iria acontecer. Uma vez cai com um capacete daquele, nunca mais achei a viseira. hahaha. Hoje, uso Sharp que são capacetes de ótima qualidade.

  2. Capacetes de fundo de quintal vendidos no Brasil a preço de ouro por causa daquele selo inútil – INMETRO, enfeite para deixar feio. Prefiro certos capacetes com 10 anos que um destes tirados novos na loja.
    Pior é que tem militar que nada entende de moto, capacete e segurança, querendo criar problemas com isso. Olha se um brinquedo de plástico vai ser melhor que fibra de carbono (mais forte e leve que aço) e Kevlar (usado em coletes a prova de bala). Ou fibra de vidro (mais forte que plásticos). Imagine 3 camadas destas em certos capacetes!!
    Leis feitas por quem não entende nada de nada nesta política. Analfabetos e figurões (Câmaras) que nunca andaram de moto, se associando a bestas que se dizem associações de motociclistas, para enfiar merda no uc de brasileiros e dinheiro no bolso de picaretas interessados.

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